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Google Ads 10/06/2026

Palavras-chave negativas em Google Ads: lista essencial para clínicas

Palavras-chave negativas reduzem 20% a 40% do desperdício em Google Ads para clínicas. Veja as 4 categorias essenciais e a lista inicial para aplicar amanhã.

Palavras-chave negativas em Google Ads: lista essencial para clínicas
Neste artigo

Em resumo

  • Em clínicas portuguesas, listas de negativas bem mantidas reduzem tipicamente entre 20% e 40% o desperdício de orçamento em Google Ads, libertando verba para palavras com intenção real de marcação.
  • Numa conta de saúde média em Portugal, observamos que 15% a 30% dos termos pesquisados nos primeiros 60 dias são irrelevantes (curiosidades, sintomas vagos, formação académica, vagas de emprego).
  • O custo por clique no setor saúde em Portugal varia tipicamente entre 0,40€ e 2,50€, pelo que cada 100 cliques desperdiçados podem representar 40€ a 250€ perdidos por mês.
  • A ERS proíbe publicidade enganosa, promessas de cura e comparações depreciativas, pelo que negativas devem também filtrar contextos que induzam anúncios em conflito com o código deontológico.

Gerir uma campanha de Google Ads para uma clínica em Portugal sem trabalhar palavras-chave negativas é, na prática, deixar entre um quinto e dois quintos do investimento a alimentar pesquisas irrelevantes. As negativas são o mecanismo que impede o anúncio de aparecer em consultas que nada têm a ver com o serviço, como "salário dentista", "curso fisioterapia online" ou "como tratar dor de costas em casa". Este artigo apresenta as quatro categorias essenciais e uma lista inicial pronta a aplicar.

O que são palavras-chave negativas e porque importam

Uma palavra-chave negativa indica ao Google que o anúncio não deve ser exibido quando essa expressão estiver presente na pesquisa do utilizador. Funciona como um filtro inverso: em vez de pagar para aparecer, paga-se uma vez (em tempo de configuração) para não aparecer indefinidamente em consultas que não convertem.

Em clínicas, o impacto é desproporcionalmente alto porque o vocabulário da saúde sobrepõe-se ao de muitas outras intenções: formação académica, emprego, dúvidas clínicas gerais, autodiagnóstico, comparações regulatórias. Tipicamente, uma conta nova de uma clínica de medicina dentária em Lisboa recebe nos primeiros 30 dias termos como "tirar curso de higienista oral", "ordem dos médicos dentistas inscrição", "implante dentário SNS gratuito" ou "preço médio implante dentário Espanha". Nenhum desses cliques resulta em marcação.

Sem negativas, esses cliques são pagos ao mesmo preço de uma intenção comercial real. Com uma lista bem mantida, o orçamento concentra-se em pesquisas como "marcar consulta dentista [bairro]" ou "implante dentário preço Lisboa", onde a probabilidade de conversão é significativamente superior.

As quatro categorias essenciais para clínicas

Em vez de pensar palavra a palavra, é mais produtivo agrupar negativas em quatro famílias temáticas, aplicáveis a qualquer especialidade médica em Portugal. Cada família responde a um tipo distinto de intenção indesejada que aparece de forma recorrente nas pesquisas.

  • Formação e carreira: pessoas que procuram cursos, formações, especializações, pós-graduações ou informação sobre profissão. Exemplos: "curso", "formação", "mestrado", "licenciatura", "como ser", "salário", "ordenado".
  • Emprego e recrutamento: candidatos a vagas e profissionais à procura de trabalho. Exemplos: "emprego", "vagas", "recrutamento", "estágio", "concurso", "vencimento".
  • Gratuito, SNS e subsídios: utilizadores que procuram alternativas públicas ou comparticipadas, com baixa intenção de pagar serviço privado. Exemplos: "SNS", "gratuito", "grátis", "comparticipado", "ADSE consulta", "subsídio".
  • DIY, sintomas e autodiagnóstico: dúvidas clínicas gerais sem intenção de marcar consulta. Exemplos: "como tratar em casa", "remédio caseiro", "sintomas", "o que é", "causas", "wikipédia".

Tabela: lista inicial de negativas por categoria

A tabela abaixo serve como ponto de partida. Cada clínica deve adaptá-la à sua especialidade, mas estas raízes são transversais a qualquer conta de saúde em Portugal.

CategoriaTermos a adicionarTipo de correspondênciaImpacto típico
Formação e carreiracurso, cursos, formação, formacao, mestrado, licenciatura, especialização, pós-graduação, como ser, como tirar cursoFraseElimina 5% a 10% do desperdício
Empregoemprego, empregos, vaga, vagas, recrutamento, estágio, salário, salario, vencimento, ordenado, concurso públicoFraseElimina 3% a 8% do desperdício
Gratuito e SNSgrátis, gratis, gratuito, gratuita, SNS, ADSE consulta, comparticipado, subsídio, subsidio, hospital públicoAmpla modificadaFiltra 4% a 12% de baixa intenção
DIY e sintomasremédio caseiro, remedio caseiro, em casa, wikipédia, wikipedia, o que é, causas de, sintomas de, tratamento caseiroFraseElimina 6% a 15% de tráfego informacional
Geográfico fora de áreanomes de cidades fora da área de captação da clínica (ex.: para clínica de Lisboa, adicionar Porto, Braga, Faro)FraseElimina 3% a 10% de tráfego sem deslocação viável
Concorrência reguladanomes de concorrentes diretos (evitar segmentar para cumprir código deontológico)ExataCumpre regras OMD/OM/OPP

Tipos de correspondência: ampla, frase e exata

O Google Ads oferece três tipos de correspondência para negativas, com lógicas diferentes da correspondência positiva. Compreender a distinção evita bloquear pesquisas legítimas por engano.

Na correspondência ampla negativa, o anúncio não aparece se todas as palavras da negativa estiverem presentes na pesquisa, em qualquer ordem. É a mais permissiva e a que mais pesquisas bloqueia. Útil para conceitos amplos como "curso" ou "salário".

Na correspondência de frase negativa, o anúncio é bloqueado quando a sequência exata aparece, com possíveis palavras antes ou depois. Recomendada para a maior parte dos casos clínicos, porque é precisa sem ser rígida. Exemplo: "remédio caseiro" bloqueia "remédio caseiro para dor de dentes" mas não "remédio para dor de dentes".

Na correspondência exata negativa, o anúncio só é bloqueado se a pesquisa for idêntica à negativa, sem mais nada. Reservada para situações cirúrgicas, como bloquear o nome de um concorrente sem afetar pesquisas relacionadas.

Listas partilhadas versus negativas ao nível da campanha

Uma boa gestão usa duas camadas. A lista partilhada de negativas contém os termos universais da conta (formação, emprego, SNS, sintomas genéricos) e aplica-se a todas as campanhas em simultâneo. Editar a lista atualiza tudo de uma vez, o que é fundamental quando se gere várias campanhas por especialidade.

As negativas ao nível da campanha ou grupo de anúncios servem para situações específicas. Numa clínica de medicina dentária com campanhas separadas para "implantes" e "ortodontia invisível", deve adicionar-se "aparelho fixo" como negativa na campanha de ortodontia invisível, para não desperdiçar cliques de quem procura aparelho metálico tradicional.

Tipicamente, uma conta saudável tem entre 200 e 500 termos na lista partilhada e mais 30 a 80 negativas específicas por campanha. Contas com menos de 100 negativas totais são quase sempre contas com desperdício superior a 25%.

Como descobrir novas negativas: relatório de termos de pesquisa

O relatório de termos de pesquisa do Google Ads é a fonte primária de descoberta. Mostra exatamente as expressões que despoletaram os anúncios, com cliques, custo e conversões associadas. Em clínicas, recomenda-se revisão semanal nas primeiras 8 semanas e quinzenal depois.

  1. Aceder a Campanhas, separador "Informações e relatórios", "Termos de pesquisa".
  2. Filtrar por período de 7 a 14 dias e ordenar por custo decrescente.
  3. Marcar como negativa todos os termos sem intenção comercial clara, mesmo que tenham gerado uma conversão isolada (pode ter sido coincidência).
  4. Adicionar à lista partilhada se o termo for transversal, ou à campanha específica se for contextual.
  5. Exportar o ficheiro CSV para arquivo, útil em auditorias e revisões trimestrais.

Em média, uma sessão de 30 minutos por semana captura entre 15 e 40 novas negativas, suficientes para manter o desperdício abaixo de 10% do orçamento total.

Negativas geográficas: filtrar por proximidade real

Mesmo com segmentação por localização ativa, o Google interpreta intenção e exibe anúncios a utilizadores que demonstram interesse na área, ainda que estejam noutra cidade. Para uma clínica em Lisboa, isto significa receber pesquisas de utilizadores no Porto ou em Braga que procuram informação geral.

A solução é adicionar como negativas de frase os nomes das principais cidades fora da área de captação realista. Para uma clínica em Lisboa com área de influência até 15 km, faz sentido adicionar "Porto", "Braga", "Coimbra", "Faro", "Aveiro", "Évora", "Leiria", "Setúbal" e variantes como "no Porto", "em Braga". O risco de bloquear um lisboeta que procure "comparar clínica Lisboa Porto" é mínimo face ao desperdício evitado.

Em contas que gerimos, esta prática isolada reduz tipicamente entre 5% e 12% o custo total mensal, sem perda mensurável de marcações.

Erros comuns que custam dinheiro

Há padrões que se repetem em contas mal mantidas e que vale a pena conhecer antes de começar.

  • Bloquear sintomas demasiado cedo: "dor de dentes" como negativa bloqueia também "dor de dentes consulta urgente Lisboa", que tem alta intenção. Melhor é bloquear "remédio dor de dentes" ou "dor de dentes em casa".
  • Negativas em correspondência ampla excessiva: bloquear "grátis" em ampla pode tirar "consulta de avaliação grátis", se a clínica oferecer essa primeira consulta. Validar contexto antes.
  • Esquecer variantes ortográficas: os portugueses pesquisam com e sem acentos, com e sem hífen. "formação" e "formacao" precisam ambas.
  • Não rever após mudanças de campanha: alterar palavras-chave positivas muda o universo de termos despoletados. Cada alteração maior pede revisão de negativas em 48 horas.
  • Acumular sem auditar: uma lista com 2000 negativas mal organizadas pode bloquear pesquisas legítimas. Auditoria trimestral remove obsoletas.

Conformidade ERS

A Entidade Reguladora da Saúde e o código deontológico das ordens profissionais (OMD para medicina dentária, OM para medicina, OPP para psicologia, Ordem dos Nutricionistas, OE para enfermagem) impõem limites à publicidade que se refletem também na gestão de negativas.

  • Não usar palavras-chave positivas que sugiram promessas de cura ou resultados garantidos, como "cura definitiva", "100% sem dor", "garantido". Adicionar estas expressões como negativas para evitar despoletar anúncios em contextos sensíveis.
  • Não segmentar nem nomear concorrentes diretos nas pesquisas. Adicionar o nome dos concorrentes como negativas exatas para evitar comparações depreciativas que infringem o código deontológico.
  • Evitar linguagem de urgência artificial como "última oportunidade" ou "só hoje". Estas expressões podem ser bloqueadas como negativas se aparecerem em pesquisas, por não serem coerentes com a prática clínica regulada.
  • Não responder em anúncio a pesquisas de aconselhamento clínico direto ("devo tomar este medicamento", "este sintoma é grave"). Bloquear estas formulações protege a clínica de implicações deontológicas.
  • Filtrar pesquisas que incentivem consumo desnecessário de atos clínicos, alinhando a estratégia digital com o dever de não promover atos não justificados.

Calendário recomendado de manutenção

A gestão de negativas não é uma tarefa única, mas um processo contínuo. Em clínicas portuguesas com orçamentos típicos entre 300€ e 2500€ mensais em Google Ads, o calendário abaixo equilibra esforço e retorno.

FrequênciaTarefaTempo estimadoResultado típico
Semanal (semanas 1 a 8)Revisão de termos de pesquisa e adição de negativas20 a 40 minutos15 a 40 novas negativas por semana
Quinzenal (após 8 semanas)Revisão de termos com filtro de custo30 minutos10 a 25 novas negativas por revisão
MensalVerificação de campanhas específicas e ajuste de correspondências45 minutosReorganização e limpeza
TrimestralAuditoria completa, remoção de obsoletas, consolidação da lista partilhada2 a 3 horasLista enxuta e eficaz

Perguntas frequentes

Quantas palavras-chave negativas deve ter uma clínica em Google Ads?

Tipicamente, uma conta saudável de uma clínica em Portugal tem entre 200 e 500 termos na lista partilhada, mais 30 a 80 negativas por campanha. Abaixo de 100 totais costuma indicar desperdício acima de 25% do orçamento mensal.

É possível ter negativas a mais e prejudicar a campanha?

Sim. Listas mal mantidas, com correspondência ampla agressiva, podem bloquear pesquisas legítimas. Recomenda-se auditoria trimestral para remover negativas obsoletas e validar que não bloqueiam variantes de alta intenção comercial.

Qual é a poupança média esperada com uma boa gestão de negativas?

Em clínicas portuguesas, observamos tipicamente reduções de 20% a 40% no desperdício de orçamento nos primeiros 60 dias de implementação rigorosa. O valor exato depende da especialidade, da concorrência e da qualidade inicial da conta.

Devo bloquear o nome de concorrentes diretos como negativa?

Sim, em correspondência exata. Além de evitar cliques de baixa conversão, alinha a conta com o código deontológico das ordens profissionais portuguesas, que desaconselha comparações nominais e publicidade depreciativa entre profissionais de saúde.

Com que frequência devo rever o relatório de termos de pesquisa?

Semanalmente nos primeiros dois meses, depois quinzenalmente. Cada sessão dura 20 a 40 minutos e descobre 15 a 40 novas negativas. Esta cadência mantém o desperdício abaixo de 10% do orçamento total mensal.

Listas partilhadas ou negativas por campanha: qual usar?

As duas em paralelo. A lista partilhada agrupa termos universais como formação, emprego e sintomas genéricos. As negativas por campanha tratam contextos específicos, como separar campanhas de implantes das de ortodontia, evitando sobreposição de intenções.

Como tratar pesquisas de utilizadores que procuram informação SNS ou ADSE?

Adicionar termos como "SNS", "ADSE consulta", "gratuito" e "comparticipado" como negativas de frase. Estes utilizadores raramente convertem em serviço privado integral, pelo que filtrar essa intenção concentra orçamento em quem procura ativamente serviço privado.

As negativas geográficas funcionam mesmo com segmentação por localização?

Sim. A segmentação por localização do Google é por intenção, não só por presença física. Adicionar cidades fora da área de captação como negativas de frase reduz tipicamente entre 5% e 12% do custo mensal, sem perda mensurável de marcações.

Próximos passos

Implementar uma lista inicial de palavras-chave negativas é a alteração de Google Ads com maior retorno sobre o tempo investido em clínicas portuguesas. Comece pelas quatro categorias essenciais (formação, emprego, SNS e DIY), adicione negativas geográficas para cidades fora da sua área de captação, e estabeleça uma rotina semanal de revisão do relatório de termos de pesquisa. Em 60 dias, é realista esperar redução de 20% a 40% no desperdício.

Se quiser uma análise concreta da sua conta atual, com identificação de termos a bloquear e estimativa de poupança mensal, Solicite um diagnóstico e a equipa medisites.pt responde em pt-PT com um plano adaptado à sua especialidade e área geográfica.

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Inês Carvalho

Comercial & Marketing

Inês Carvalho

Sabia que 30% das marcações de clínicas acontecem fora do horário? Posso explicar como capturamos essas.

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